METODOLOGIA DE COLETA DE DADOS





PROCEDIMENTOS
Papel do entomólogo
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Tendo em vista que a criação e identificação dos insetos
necrófagos requerem conhecimento entomológico específico, além de espaço físico
apropriado, é aconselhável que Peritos Criminais se associem a entomólogos,
para quem devem ser enviadas as evidências entomológicas coletadas. O
entomólogo realizará a criação, identificação do material coletado e fará os
cálculos necessários à determinação do intervalo pós-morte informando
esses valores aos Peritos, bem como, as espécies encontradas. Em alguns casos é
conveniente que esse especialista acompanhe o exame no local do crime. Porém, é
necessário que se observem algumas regras básicas, tais como: evitar caminhar
inadvertidamente pelo local destruindo vestígios, não movimentar objetos ou
tocar no cadáver antes que os exames periciais tenham terminado, não manusear
objetos onde possam existir impressões papiloscópicas latentes, não remover
evidências do local sem a permissão da Autoridade responsável pela investigação
(Fox & Cunningham, 1973).
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Procedimentos no local
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Diversos fatores
podem influenciar no processo de decomposição dos corpos e na velocidade de
desenvolvimento da fauna associada, sejam eles abióticos ou bióticos,
especialmente temperatura e
umidade, portanto dados sobre o clima do
local, relativos aos dias anteriores ao dia em que o cadáver foi encontrado,
devem ser obtidos.
fatores relacionados ao local onde a morte se deu e ao
cadáver devem ser anotados. O![]()
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s insetos encontrados devem ser coletados. Os adultos
devem ser coletadoscom uma rede entomológica modificada (Khouri, 1995). Os
imaturos devem ser ![]()
coletados com auxílio de pinças e pincéis. Os
procedimentos devem garantir meio de alimentação e de pupação, além de evitarem
competição, predatismo e desidratação. Amostras do solo devem ser coletadas.
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Em laboratório, deve-se verificar em qual ínstar larval
se encontram os imaturos.. No caso de se encontrarem no terceiro ínstar, podem
ser identificados por especialistas ou através de chaves específicas para o
grupo. No caso de estarem nos dois primeiros ínstares de desenvolvimento, a
identificação torna-se mais difícil, sendo necessário criá-los até a emergência
dos adultos, para determinação das espécies. ![]()
Todos os potes de criação devem ser preparados de forma a evitar o ataque de
formigas, desidratação,![]()
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predatismo,
competição e contaminação. Os potes de criação devem ser examinados, todos os
dias pela manhã, à procura de pupários e, tão logo, os primeiros sejam
localizados, devem ser isolados para que possam ser observadas as respectivas
emergências. As condições climáticas do campo não precisam ser reproduzidas,
visto que o cálculo do tempo de morte é feito do ínstar coletado para
trás. Após a emergência, os adultos
devem ser deixados nos recipientes, por cerca de um dia. Os adultos coletados
no local do crime, bem como os que emergem, são mortos por técnica de congelamento ou anestesiados
com acetato de etila. Após, examinados ao microscópio, identificados e
devidamente montados em alfinetes entomológicos. Depois de identificados, a data e hora da
maior incidência de emergência dos espécimes criados devem ser anotada. Devem
ser montadas tabelas que contenham o tempo requerido para o desenvolvimento até
a emergência e a temperatura de criação da espécie publicado na literatura, bem
como os valores de temperatura do local em que o cadáver foi encontrado. Esses
valores são utilizados para estimar a temperatura em que os espécimes
capturados estavam sujeitos nos corpos, que por sua vez determina seu
desenvolvimento através de um conceito denominado “grau-dia acumulado”
(Accumulated degree days – ADD). Desta forma, podemos avaliar o tempo que o
cadáver encontrava-se exposto à atividade dos insetos (intervalo pós-morte).